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A pessoa com insuficiência cardíaca em perspectiva de finitude: compreensão à luz de Martin Heidegger

Por: Lorena Campos de Sousa

18 de março de 2026

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Objetivo:  Compreender a experiência de finitude de pessoas com insuficiência cardíaca avançada.

Método:  Estudo fenomenológico realizado em hospital terciário de referência em cardiologia, em Fortaleza - CE, de agosto a outubro de 2022. Os participantes foram 11 pacientes com insuficiência cardíaca em fase avançada. A coleta de dados deu-se mediante entrevista semiestruturada e os discursos foram gravados e transcritos para análise por meio do círculo hermenêutico heideggeriano.

Resultados:  Dos 11 participantes, oito eram homens; a idade variou entre 43 e 82 anos. Os resultados foram trabalhados por meio do processo de redução hermenêutica, que permitiu a construção de duas categorias: (1) Ser-com o outro no adoecimento cardíaco e finitude, constituída pelos significados relacionados às condições físicas dos pacientes, suas limitações, possibilidades e relações interpessoais, (2) A construção do ser-para-a-morte, na qual os pacientes falam sobre seus medos, angústias, percepções e preocupações diante da finitude.

Considerações finais:  A pessoa com insuficiência cardíaca em perspectiva da finitude vive um fenômeno marcado pela ausência de informação sobre a gravidade da doença e proximidade do fim, o que dificulta a comunicação de suas necessidades e escolhas conscientes, resultando em uma existência inautêntica.