Adesão ao tratamento de pacientes com doença renal crônica em hemodiálise: caracterização sociodemográfica e clínica, facilidades e dificuldades.
Por: CASTRO, C. S. ; LIRA, F. F. A. ; GOMES, N. X. ; MENEZES, V. B. B. ; LINARD, C. F. B. ; MOREIRA, TMM ; SILVA, M.G.C. ; SOUSA, M. H. L. ; BARROS, L. O.
02 de agosto de 2026
Baixar PDFO objetivo deste estudo foi descrever as características de pacientes com doença renal crônica em hemodiálise, suas facilidades e dificuldades de adesão ao tratamento. Trata-se de um estudo descritivo desenvolvido com a aplicação de um formulário a 130 pacientes de uma clínica de hemodiálise do Ceará, em 2017. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (58%), 70% (91) tinham menos de 60 anos, 51% (66) eram casados e 28% (36) eram analfabetos. Os dados clínico-epidemiológicos mostraram maior impacto da hipertensão arterial sistêmica e do diabetes mellitus associado (37%; 48), seguidos por hipertensão isolada (28%; 37) e diabetes isolado (26%; 34). As facilidades de adesão ao tratamento descritas foram a localização da clínica (40%) e a disponibilidade de transporte (12%). Como dificuldades, destacaram-se a adaptação (34%), o tempo da sessão (24%) e o acesso (91%). Contudo, 80% nunca pensaram em abandonar o tratamento e 91,5% não relataram pensamentos negativos a respeito, com 96,3% considerando-se felizes, com fé e apoio familiar. Os resultados reforçam a capacidade de adaptação dos pacientes ao tratamento e a necessidade de os profissionais fortalecerem o potencial e as dificuldades dos pacientes, para que isso seja trabalhado pela equipe multidisciplinar.
