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Modalidades terapêuticas no primeiro tratamento do câncer: variação percentual antes e durante a pandemia, no Ceará, um estado da região Nordeste do Brasil

Por: VIEIRA, S. ; PINTO, A. G. A. ; ARREGI, M. M. U. ; Thereza Maria Magalhães Moreira ; SILVA, M.G.C.

02 de agosto de 2026

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Objetivo:

Avaliar a variação percentual das diferentes modalidades terapêuticas empregadas nos casos novos de câncer, antes e durante a pandemia, no Ceará.

Métodos:

Estudo descritivo com informações de registros do Sistema de Informações Hospitalares, da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade e dos Sistemas de Informação do Câncer no Estado do Ceará, Brasil.

Resultados:

Houve redução de 2.575 (-30,85%) casos novos em 2020 e 2.368 (-28,37%) em 2021. Quanto às modalidades terapêuticas, pôde-se observar que houve quedas nos números de todas instituídas no primeiro tratamento de câncer, exceto para radioterapia isolada e para cirurgia+iodoterapia+radioterapia combinadas. A cirurgia foi a modalidade mais realizada em tempo oportuno (<30 dias) e a quimioterapia em tempo não oportuno (>60 dias). O impacto no início do tratamento oportuno (<30 dias do diagnóstico) foi maior em 2021 que em 2020. Em geral, os tratamentos tardios (>60 dias) foram menores que em 2019. O período de 31–60 dias mostrou-se quase o ano todo acima de 2019, em 2020 e 2021.

Conclusão:

O número de casos novos por câncer no Ceará reduziu durante a pandemia. Essa situação impactou na redução de todas as modalidades terapêuticas, exceto radioterapia isolada e associada à cirurgia+iodoterapia. Entretanto, não reduziu o número de casos novos tratados em tempo oportuno.

Palavras-chave:
Neoplasias; Epidemia; COVID-19; Terapêutica; Epidemiologia