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Tratamento cirurgico do pé diabético: análise espacial, Ceará, 2016-2021

Por: Yterfania Soares Feitosa

18 de março de 2026

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Objetivo

Identificar o padrão espacial do tratamento cirúrgico do pé diabético com complicações no Ceará.

Métodos

Estudo observacional de análise espacial realizado no Ceará. Para o estudo, calculou-se a taxa de incidência anual do tratamento cirúrgico do pé diabético. Essa taxa foi padronizada pelo método indireto usando o ano médio (2018). Posteriormente, a taxa foi suavizada pelo método bayesiano empírico local. Além disso, foi aplicada a técnica Getis-Ord Gi* para indicar áreas de alta incidência agrupadas. Por fim, realizou-se a varredura puramente espacial para identificar o risco relativo (RR) para cada município do Ceará, sendo que aqueles com RR>1 apresentam maior risco para o evento de interesse.

Resultados

Entre 2016 e 2021, foram registradas 7.319 hospitalizações para tratamento cirúrgico do pé diabético complicado no Ceará, com destaque para a macrorregião de Fortaleza (49,8%; n=3.650). Na análise espacial, as taxas brutas, bem como após suavização bayesiana empírica local, evidenciam maior concentração nas seguintes macrorregiões: Fortaleza, Sertão Central, Sobral e Cariri. Essa informação é confirmada pelo Moran local e Getis-Ord Gi* (p-valor <0,05). Na varredura, destacou-se que 30,5% (n=56) dos municípios do estado apresentaram RR>1.

Conclusão

O estudo evidenciou um padrão espacial marcado pela concentração de casos de tratamento cirúrgico do pé diabético na macrorregião de Fortaleza e, após a suavização bayesiana, desvelou o deslocamento na distribuição dos casos para dois municípios do interior, Quixadá e Aracoiaba.